Há 40 anos, Martin Cooper fez a primeira chamada de um celular

Uma lenda da indústria digital e da Motorola, o cientista Martin Cooper liderou o time de desenvolvimento da empresa que desenvolveu a tecnologia de telefonia móvel e criou o primeiro telefone celular do mundo. No dia 3 de abril de 1973, Cooper entrou para a história ao fazer a primeira ligação mundial pública em um telefone celular, na época um fantástico “tijolão” branco.

No meio da Sexta Avenida, em Nova Iorque, antes de entrar na coletiva de imprensa que faria o anúncio do primeiro celular, Cooper fez a chamada histórica usando o aparelho Motorola DynaTAC – um equipamento “móvel” que pesava 997 gramas (!) e tinha bateria com autonomia para apenas 20 minutos de chamada de voz. Se você não acredita, olhando para seu smartphone de hoje, saiba que tudo isso era revolucionário na época.

Muitos anos depois, Cooper comentaria: “O primeiro modelo de telefone celular pesava praticamente um quilo e você só podia falar 20 minutos nele antes que a bateria se esgotasse. Mas era tempo suficiente, porque você não aguentaria segurar o aparelho por mais tempo que isso”.

Quando realizou a primeira ligação pública em um aparelho celular, Cooper era diretor da divisão de Communications Systems da Motorola e liderava os engenheiros responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias de comunicação móvel.

Cooper, hoje com 84 anos, recebeu o prêmio Charles Stark Draper Prize, concedido pela National Academy of Engineerings’ (NAE) e considerado no meio como o “Nobel da engenharia”. O prêmio Charles Stark Draper foi criado pelo Draper Laboratory em 1988 para homenagear seu fundador, Dr. Charles Stark Draper, pioneiro na navegação inercial. Ele reconhece aqueles que contribuem para o avanço da tecnologia e que ampliam o reconhecimento público sobre a importância da engenharia e da tecnologia para o mundo.

Em novembro de 2009, durante uma conferência sobre privacidade em Madri, Espanha, Martin Cooper disse ao jornal inglês The Telegraph, que os aparelhos celulares atuais “estavam tentando fazer muitas coisas para muitas pessoas”. Segundo ele “sempre que você cria um dispositivo universal que faz todas as coisas para todas as pessoas ele acaba não fazendo nada muito bem”. Cooper, na época com 80 anos, criticou o iPhone durante o evento por ser “muito complicado e difícil de usar”.

Fonte: IDGNow