Sony planeja vender uma de suas sedes

Seguindo uma tendência crescente entre as grandes empresas, a Sony agora está colocando à venda uma de suas maiores propriedades imobiliárias. O Sony City Osaki é atualmente propriedade da gigante de tecnologia de consumo, que está procurando uma maneira de gerar renda através da venda de ativos não essenciais. A empresa continuará seu foco em produtos eletrônicos de consumo, mas agora está em uma situação de ter que buscar o equilíbrio em seu orçamento. A venda da Sony City Osaki, que hoje é avaliado em cerca de 1,15 bilhões de dólares, mas de acordo com especialistas do setor pode ser negociado por US$ 1,5 bilhões, garantiria a Sony Corp uma considerável quantidade bem-vinda de capital.

Localizado no centro de Tóquio, com 25 andares, 120 mil metros quadrados de área construída e algumas características específicas, o imóvel é um bem desejável. Caso a transação aconteça no preço esperado, seria o maior acordo imobiliário no mercado japonês nos últimos três anos e é um sinal claro sobre o que o mercado tem procurado nos últimos anos. O Sony City Osaki é o resultado de um amplo projeto de renovação que foi concluído no início de 2011.

A estrutura foi equipada com tecnologia BIOSKIN, um sistema exterior baseado nas tradicionais telas Sudare Japonesas. A camada exterior reduz efetivamente o efeito de “ilha de calor”, através da coleta águas pluviais da área do telhado. A água é alimentada através de tubos de cerâmica distribuídos em torno do edifício. Através da evaporação, a água, em seguida, reduz a temperatura de superfície do encanamento de cerâmica porosa e o ar adjacente. O sistema de tela também diminui a quantidade de luz solar direta, facilitando assim a carga das instalações de ar condicionado.

De acordo com as informações, os funcionários permanecerão no local após a venda, já que a ideia do negócio é alugar o prédio do comprador, da mesma forma que a transação da Nokia. A venda é vista como uma tentativa da Sony levantar capital para reforçar suas finanças já que nos últimos anos houve declínio no volume de vendas de produtos eletrônicos de consumo, que é o principal negócio da empresa. Além disto, não podemos esquecer que a empresa teve seu rating de crédito rebaixado pela agência de classificação de risco Fitch em novembro do ano passado.

Oficialmente não há confirmação sobre a venda do prédio mas já existem rumores de que pelo menos um fundo de investimento, cujo nome não foi revelado, foi notificado sobre a intenção venda do edifício, há cerca de um ano.