Saiba mais sobre a Biometria

A biometria vem conquistando cada vez mais a confiança do povo brasileiro. Considerada um dos métodos mais seguros de identificação, hoje já usada em caixas eletrônicos, documentação, parques temáticos e urnas eletrônicas. Em pouco tempo, acreditamos que o transporte urbano e hospitais também utilizem esta tecnologia, que se baseia em características únicas e individuais de cada usuário.

Hoje podemos acessar os caixas eletrônicos com a palma da mão, literalmente. Ao invés de digitar uma chave de segurança e mais a sua senha pessoal, apenas colocamos a mão na leitora e pronto: extrato, saldo, saque, tudo ali, rápido e seguro.

Como experiência pessoal, a academia de ginástica que frequento, para entrar, tenho que por o indicador no leitor (Para os proprietários, a catraca já avisa (e bloqueia) os inadimplentes) e já trabalhei em um local onde o relógio de ponto era biométrico. Entrada, saída, intervalo, almoço, era tudo na “base do dedo”.

Nas últimas eleições, 299 municípios utilizaram biometria para computar os votos dos eleitores e provavelmente este número será bem maior nos próximos pleitos.

Mas nem só de “dedo” é feita a biometria. Conheça outros tipos de biometria disponíveis hoje:

Impressões digitais: Não se trata apenas de borrar seus dedos de tinta para preencher as fichas de Receita Federal ou do DETRAN. Hoje a impressão digital é largamente usada no sistema financeiro, proporcionando mais segurança e comodidade aos clientes bancários. A tecnologia de imagem multiespectral resolveu um dos principais pontos críticos, identificando até mesmo dedos molhados, engordurados, desgastados pelo tempo ou pelo uso. Outra grande vantagem da tecnologia de impressão digital é a integração e a interoperabilidade de informações entre várias instâncias (federais, financeiras, saúde etc.).

Voz: A autenticação de voz vem sendo utilizada principalmente para verificar a identidade do usuário via telefone, a baixos custos. Problemas como imitações ‘quase’ perfeitas da voz de outra pessoa, ou ainda o fato de que a voz muda com o passar do tempo, vêm recebendo atenção especial para evitar fraudes e falhas de identificação. O uso ainda é restrito no Brasil.

Íris: A leitura da íris é considerada um método biométrico preciso. Porém, os custos ainda são proibitivos para uso em larga escala.

Palma da mão: Assim como as digitais, essa tecnologia vem sendo utilizada em instituições bancárias. A falta de interoperabilidade é um problema, já que há poucas bases de dados no mundo com essa característica de identificação das veias da palma da mão.

Rosto: O reconhecimento facial se baseia num padrão geométrico estabelecido a partir de um registro fotográfico de cada pessoa que leva em conta a distância entre os olhos e entre o nariz e a boca, entre outras medidas. Trata-se do recurso biométrico mais falível ao longo do tempo. Ainda há problemas relacionados à luz, bem como descaracterização devido ao uso de acessórios, acidentes, cirurgias plásticas radicais… Entretanto, trata-se de um método usado com sucesso nos Estados Unidos – nas instâncias governamentais e aplicações especiais.