Respeito e Disciplina

Já pratiquei karatê na minha adolescência. Era karateka do estilo Shotokan e agora voltei a estudar a sagrada arte de lutar para não lutar. Meu Sensei disse que eu poderia retornar na minha antiga faixa e agora estou lá, praticando a aprendendo uma arte que não tenho palavras para descrever. Somente vestindo seu kimono e subindo no tatame para você saber o que digo agora.

Nesta semana, enquanto jogava Palmeiras e Coritiba, eu estava no dojo e antes de iniciar o treino, eu ouvia, juntamente com outros praticantes mais graduados, assim como eu, as palavras do nosso Sensei, sobre a tradição japonesa e também do Karate-do, referente a educação e principalmente respeito, a si mesmo e também ao próximo. Respeito ao seu semelhante, aos seus pais, chefes, amigos, família e por aí vai.

 

Como sempre gostei deste assunto, quando fui embora após o treino, fiquei imaginando em como ser melhor através de pequenos gestos de respeito, coisas pequenas que às vezes me passa despercebido mas para aqueles que estão ao meu lado é de grande diferença.

 

Agora chego aonde quero chegar: no dia seguinte, no trabalho, existem dois torcedores do Palmeiras. E foi o Day After do passeio do Coritiba no Couto Pereira. Não adianta, infelizmente neste país o respeito termina quando o futebol começa, independente se o seu time jogou ou não, se venceu, perdeu ou empatou. Não existe respeito tão pouco limite, desde que se faça com que o próximo se sinta um pobre coitado indefeso sem ter para onde correr, principalmente porque na maioria das vezes, o caçoado é minoria.

 

A única coisa que eu gostaria de ver um dia, além do respeito entre torcidas e a tão sonhada “paz nos estádios”, é o mesmo vigor que as pessoas  tem para empurrar seus times utilizado para cobrar e exigir um trabalho digno aos políticos e politiqueiros do nosso Brasil e não votos no Tiririca como sinal de “protesto”.