Nuvem da Microsoft iguala preços com a Amazon

A Microsoft anunciou que está disponibilizando infraestrutura como serviço (IaaS) para sua nuvem Windows Azure após meses de testes.

Além disso, a companhia assume o compromisso de reduzir seus preços  vai reduzir os preços atuais e futuros com a Amazon Web Services, conforme afirma Bill Hilf, diretor geral de marketing de produtos para o Windows Azure em uma entrevista nesta terça, antes do anúncio. Até agora, o Azure tem sido primariamente uma nuvem de desenvolvedores e uma plataforma como serviço, onde o software pode ser desenvolvido com ferramentas compartilhadas disponíveis em uma plataforma .Net específica.

“Nós estamos focados em uma plataforma como serviço. É por isso que o criamos”, afirmou Hilf, retomando o lançamento do Azure em fevereiro de 2010. Mas agora o valor do Azure para as companhias irá mudar de acordo com a oferta de infraestrutura como serviço, que é compatível com muitas tecnologias da Microsoft que estão no data center. Agora elas vão incluir o Windows Server 2012, System Center 2012 Service Pack 1 e as linguagens .Net  utilizadas no Visual Studio.

O lançamento de uma infraestrutura com um propósito mais amplo e workload-hosting marca uma nova era para o Azure, representando a expansão um poder de computação complementar para data centers ou poder de computação primária para pequenas empresas que utilizam o ambiente Windows. Hilf disse que a Azure está crescendo a uma taxa de 1.000 consumidores por dia, além de suportar 200.000 clientes ativos.

Ele também enfatizou a capacidade do Azure de trabalhar com data centers existentes, tanto que apresenta características únicas de serviços hospedados. “Os clientes não querem enterrar e substituir sua atual infraestrutura para se beneficiar da nuvem. Eles querem que os pontos fortes de seus investimentos locais aliados à flexibilidade da nuvem”, escreveu em um blog no site da Microsoft, nesta terça-feira (15). Não se trata de nuvem privada versus pública. “E sim sobre os serviços de infraestrutura, serviços de plataforma e cenários híbridos”, comentou. O SQL Azure, por exemplo, é um serviço de banco de dados baseado em nuvem que pode ser sincronizado com o SQL Server na empresa.

Para ampliar sua disponibilidade geral, a Microsoft reduziu os preços de seus serviços de nuvem de 21% a 33%, e prometeu “igualar com os preços da Amazon Web Services por serviços de commodities, como computação, armazenamento e largura de banda.” As reduções de preços se aplicam a todos os serviços do Azure, e não apenas os novos IaaS.

A Microsoft adicionou dois tipos robustos de servidores de memória para workloads IaaS, um 28-GB e four-core VM e um 56-GB e eight-core VM. O Azure é executado no hipervisor Windows Server 2012, o Hyper-V, mas possui ferramentas gratuitas que permitem que um host Hyper-V aceite e execute máquinas virtuais VMware ESX Server. O workload VMware é migrado para um formato aceitável no Hyper-V. Da mesma forma, hosts Hyper-V podem executar máquinas virtuais com sistema operacional Linux.

Deve-se notar que seu suporte inclui Suse e Ubuntu, mas não parece incluir o Red Hat Enterprise Linux, preferido para cargas de trabalho empresariais, de acordo com as informações apresentadas.

Hilf mencionou a Digital Air Strike, startup que  fornece um mecanismo de feedback para novos compradores de carros General Motors, como um usuário precoce do Azure IaaS. A Microsoft citou o gerente de marketing da startup, que não foi nomeado no anúncio, dizendo que ele e sua empresa haviam considerado o Amazon Web Services e outros fornecedores, mas acertaram no Azure, devido às suas propriedades de apoio empresarial.

Microsoft Azure

Fonte: InformationWeek