Duro de Matar 5 é mais do mesmo

Depois de assistir Duro de Matar 5, constato que às vezes Hollywood não sabe se reinventar. Talvez tenham achado que transferir John McClane para a Rússia fosse um tema interessante mas sinceramente, talvez não tivesse lugar melhor para ir. McClane começou a carreira destruindo um prédio, depois um aeroporto, uma cidade, um país. Por que não levá-lo para a Rússia e fazer tudo de novo?

Mais do Mesmo

Os roteiristas devem ter pensado que introduzindo outro membro na família, o filho do policial, a história ficasse mais interessante. Levando em conta a aparição do garoto no primeiro filme e atualizando-o até 2012/2013, ele deve estar beirando algo entre 28 e 30 anos de idade, o que é compatível com a profissão de agente de campo da CIA. Até aqui, está correto, mas a verdade é que mesmo com tudo isto, Duro de Matar 5 é mais do mesmo e segue a linha dos filmes de ação dos últimos anos, com muitos tiros, alguns poucos diálogos engraçados, com piadas clichês e o mínimo de enredo ou trama inteligente. (O exemplo máximo disto ainda é “Os Mercenários” de Sylvester Stallone)

Como os demais filmes, McClane não procura o problema, a encrenca vem até ele e no final da história, ele salva o mundo apenas pela obrigação do seu dever. Novamente mais do mesmo em outra série que já deveria ter sido encerrada, porque o episódio 4 é tão sofrível quanto este último. O final em câmera lenta pelo menos indica que os 96 minutos de filme estão realmente acabando.

Na maioria das vezes não sou tão negativo com os filmes que vejo, salvo algumas raras exceções, mas Duro de Matar 5 é Duro de Assistir mesmo. Está muito abaixo do que já foi apresentado pela franquia e sinceramente, não sei se poderia ter sido melhor, e pelo valor atual de um ingresso de cinema, se você ainda não viu, minha sugestão é procurar outro título e aguardar pelo DVD, afinal, a locação sai bem mais em conta.

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