O Ócio e a Procrastinação

Recentemente fiz um comentário no Facebook sobre Ócio e Procrastinação e alguns amigos questionaram o que seria isto. Fiz esta mesma pergunta quando ouvi estas palavras pela primeira vez, com grande ênfase em “Procrastinação”. Gosto de explicar as coisas com exemplos práticos e cotidianos, então serei objetivo para explanar corretamente estas duas palavras.

Ócio: Lazer, vagar, descanso; repouso; preguiça; ociosidade.
Ociosidade: O vício de gastar o tempo inutilmente; preguiça, o mesmo que ócio.

Procrastinação: Ato ou efeito de procrastinar; adiamento.
Procrastinar: Adiar; delongar; demorar; espaçar; usar de delongas; de adiamentos.

“Dicionário Escolar do Professor, 1962”

Em termos práticos, podemos colocar da seguinte forma (e garanto que muitas pessoas irão se identificar ou identificar outras).

Seu chefe pede um relatório além de uma apresentação que você está fazendo. Você termina a apresentação, monta o relatório e envia tudo por e-mail. Você sai às 18h00. São 17h00. Por uma hora você não faz mais nada referente ao trabalho. Isto é ócio.

Você tem um trabalho da faculdade para entregar no dia 25 e hoje é dia 01. Você deixa de lado porque o prazo está bem longe, enrola, enrola e por fim faz tudo entre às 22h00 do dia 24 e 02h00 do dia 25. Isso é procrastinar.

Muitas vezes procrastinamos sem perceber por acreditar que este enorme tempo que temos para finalizar determinada tarefa é nosso aliado e quando damos conta, ele se tornou nosso principal inimigo.

Procrastinar na verdade é consciente. Você faz depois, porque você PREFERE fazer depois uma atividade que você poderia fazer AGORA e é necessária.” diz Patrícia Francezi, sócia-fundadora da iDev Soluções. “Esta é uma das coisas que mais afeta a produtividade e a tal qualidade de vida. A tarefa passa a ser urgente e se torna um problema.  Uma das bases da produtividade e gestão do tempo, é justamente não deixar o importante se transformar em urgente.

Procrastinar nada mais é do que o famoso “empurrar com a barriga”. Já perdi a conta das vezes que procrastinei, mesmo sabendo que a tarefa era simples ou rápida. Profissionalmente falando, concluímos que realmente temos muito trabalho a fazer, que estamos sobrecarregados ou que somos “o cara” ou que a empresa “Não sobreviverá sem mim” por conseguir realizar a tarefa em tão pouco tempo mas no final, tudo poderia ser resolvido com otimização de tempo e um pouco de boa vontade e/ou motivação.